
Nojob se considera um gênio. Um talento criativo não reconhecido. Logo, não foi Nojob que perdeu seu emprego em uma pequena agência de propaganda, foi o mercado de comunicação que perdeu Nojob.
Oscilando entre suas elucubrações "criativas" e a dureza do seu cotidiano, Nojob sabe que a vida não acaba quando você perde um emprego estúpido; ela acaba de fato, quando você começa outro.
Esta mistura de Albert Einstein e Sylvester Stallone - cabecinha de Rambo e corpinho de gênio - interage com o mundo pela TV, em seu indefectível sofá neodecô roxo, quase sempre acompanhado do seu solilóquio interlocutor, Bip, um pombo azul.
Tentando evitar o pior, um novo emprego de horário fixo, Nojob busca por ideias mirabolantes para atingir seu principal objetivo: ter um milhão no banco para viver apenas de juros. Alcançar esta cifra, segundo o narigudo, é só uma questão de tempo e de ter a ideia certa. De trabalho duro não. Em sua cartilha está cravado: " Quem trabalha muito não tem tempo para ganhar dinheiro".
Com prática contínua e dedicação tibetana, acabou por dominar como poucos a arte do ócio absoluto. Mas como fazer nada também cansa, ele aceita, de muito malgrado, os escassos "bicos" que lhe aparecem para fazer. São eles que garantem o pagamento do aluguel e da taxa do condomínio que não param de subir.
Lutando com todos seus neurônios para prolongar ao máximo o intervalo entre um chefe babaca e outro, Nojob sobrevive às crueldades da metrópole que não reconhece seu "colossal" talento.
Boa sorte Nojob! Lembre de tentar também a Mega-Sena.
Vinhetas animadas, usando as tiras como base, foram produzidas pela Eletromidia Group, para o Projeto "São Paulo Mais Engraçada". As animações foram exibidas em seus painéis eletrônicos localizados nas principais avenidas da capital. Assista abaixo:




















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